segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Dr. Kimio - Soluções - Classificação das Soluções


Classificação das Soluções

1)      De acordo com o estado de agregação da solução:
a)   Soluções sólidas: liga metálica cobre-níquel;
b)   Soluções líquidas: sal-água;
c)    Soluções gasosas: ar atmosférico.

2)      De acordo com os estados de agregação do soluto e do soluto:
a)    Soluções sólido-líquido: sal-água;
b)   Soluções líquido-líquido: álcool-água;
c)    Soluções gás-líquido: gás carbônico em bebidas gaseificadas;
d)   Soluções gás-gás: todas as misturas gasosas;
e)   Soluções sólido-sólido: liga metálica cobre-níquel.

3)      De acordo com a natureza das partículas dispersas:
a)    Soluções moleculares: açúcar-água (moléculas de açúcar  dissolvidas em água);
b)   Soluções iônicas: sal-água (íons sódio e cloro dispersos em água).

4)      De acordo com a proporção entre soluto e solvente:
Adicionando aos poucos sal à água, com temperatura constante e sob agitação contínua, verifica-se que, em dado momento, o sal não se dissolve mais na água, mas se deposita ou “precipita” no fundo do recipiente. Neste ponto, diz-se que a solução está saturada ou que atingiu o ponto de saturação.
O ponto de saturação depende do soluto, do solvente e das condições físicas – a temperatura sempre influencia e a pressão passa a ser importante em soluções onde existam gases.
OBS.: o fato de uma solução estar saturada com um soluto (sal, por exemplo) não a impede de dissolver o outro soluto (açúcar, por exemplo).
Assim, em função do Ponto de Saturação, classificamos as soluções em:




     A solução saturada corresponde ao “limite de estabilidade”, ao passar deste limite (adição de mais soluto) forma-se solução supersaturada que é sempre instável. Basta uma pequena agitação na solução supersaturada ou uma simples adição de um pequeno cristal de soluto (germe de cristalização) para que todo o excesso de soluto precipite, voltando a solução ao ponto de saturação.
    A solução supersaturada pode ser formada pela adição de soluto à solução mediante aquecimento, deixando-a resfriar lentamente.
  Quando a solução supersaturada volta a ser saturada, o precipitado (excesso de soluto que é separado da solução) pode receber dois nomes: corpo de fundo (quando o soluto possui maior densidade e fica no fundo) ou sobrenadante (quando o soluto possui menor densidade e fica na superfície da solução).



Dr. Kimio - Soluções - Definições


Definições
                   Soluções verdadeiras (ou somente soluções) são misturas homogêneas de duas ou mais substâncias.
                    As soluções podem ter seus componentes separados por Processos Físicos de Separação.
                   Nas soluções, o disperso recebe o nome de soluto ou dissolvido, o dispersante o nome de solvente ou dissolvente. Assim, por exemplo, quando dissolvemos o sal comum em água, o sal é o soluto e a água o solvente.
                 No entanto, nem sempre é fácil distinguir o soluto e o solvente de uma solução; é o que acontece numa solução água-álcool. A regra geral é então considerar como soluto a substância que aparece em menor quantidade. Em soluções gasosas, entretanto, não há interesse em distinguir o soluto do solvente e, então, todas as substâncias são chamadas indistintamente de componentes da solução.


domingo, 10 de janeiro de 2016

Dr. Kimio - Soluções - Introdução


INTRODUÇÃO

                               Usa-se o termo Dispersão para sistema em que há uma, ou mais, substâncias disseminadas (difundidas, misturadas) sob forma de pequenas partículas numa segunda substância.
                               Estas duas substâncias recebem nomes especiais, a primeira substância, que foi disseminada, chama-se Disperso ou Fase Dispersa, a segunda chama-se Dispersante ou Fase de Dispersão.

                               CLASSIFICAÇÃO DAS DISPERSÕES:


                               As dispersões são classificadas, comumente, segundo o tamanho médio das partículas dispersas.


Características principais dos Principais Sistemas Dispersos:
Características Soluções
Verdadeiras
Soluções
Coloidais
Suspensões
Sedimentação das
partículas dispersas
Não
há sedimentação
de nenhum modo
Há sedimentação,
utilizando ultra-centrífugas
Há sedimentação espontânea
ou com uso de centrífugas comuns
Separação das partículas
dispersas por filtração
Não é possível
a separação
Há separação
utilizando, ultra-filtros
Há fácil separação por uso
de filtros comuns
Visibilidade das
partículas
As partículas, não são
vistas por nenhum processo
As partículas são visíveis
ao ultra-microscópio
As partículas são visíveis
ao microscópio comum

OBS.:   Ultra-centrífuga – é uma centríguga de alta rotação;
             Ultra-filtro – é um filtro com porosidade extremamente fina;
             Ultra-microscópico – é um microscópio óptico comum, de boa qualidade, onde as partículas em observação são fortemente iluminadas por um lado e observados contra um fundo escuro, para aumentar o efeito de contraste (efeito Tyndall).


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Dr. Kimio - Caso específico: Excesso


Questão: calcule a massa de água formada pela reação de 5 mols de gás oxigênio com 69 g de etanol.



1º) Calcular a massa molar do C2H6O;

                                               C2H6O: 12 x 2 + 1 x 6 + 16 = 46 g/mol

                       2º) Converter 138 g de etanol para mol;

                                               1 mol etanol → 46 g de etanol
                                                         X        → 69 g de etanol
                                                            X = 1,5 mols de etanol

                            
3º) Retirar a relação entre os reagentes da equação balanceada;


                               Da equação: a reação de 1 mol de C2H6O reagem com 3 mols de O2.
                  4º) Montar Regra e Três com as quantidades dos reagentes dadas para verificar se há excesso de algum reagente;
                                               1 mol C2H6O    → 3 mols O2
                                               1,5 mol C2H6O →     Y
                                                               Y = 4,5 mols O2 irão reagir com os 1,5 mols C2H6O.

                                O resultado indica que ao reagir 1,5 mols de C2H6O serão gastos 4,5 mols de O2. Como há 5 mols de O2, este reagente está em excesso; assim, quando reagir 4,5 mols de O2 serão gastos 1,5 mols de C2H6O e a reação cessará. Como o C2H6O será totalmente consumido e fará com que a reação pare, este reagente é chamado Reagente Limitante. A quantidade de O2 disponível é maior do que a necessária, por isso este reagente é chamado Reagente em Excesso.

                       5º) Calcular a quantidade de produto formado;

                          Como a duração da reação é limitada pela quantidade de C2H6O disponível (reagente limitante), usa-se este reagente para calcular a quantidade de produto formado.
                                               1 mol C2H6O    → 3 mols H2O
                                               1,5 mol C2H6O →     Z
                                                               Z = 4,5 mols de H2O são formados.

                       6º) Transformar 4,5 mols de H2O em massa utilizando massa molar da água;

                                               H2O: 1 g x 2 + 16 g = 18 g/mol
                                                         1 mol H2O → 18 g de H2O
                                                     4,5mols H2O → W
                                                               W = 81 g de H2O serão formados.


Dr. Kmio - Caso específico: pureza


Questão: qual a massa de etanol consumida ao se produzir 1,5 mols de água, sabendo que o etanol tem 90% de pureza?

1º) Calcular a massa molar do C2H6O;

                                               C2H6O: 12 x 2 + 1 x 6 + 16 = 46 g/mol

                            2º) Retirar a relação entre os componentes da equação balanceada;




                                              Da equação: a reação de 1 mol de C2H6O formam 3 mols de H2O

                               3º) Montar regra de três com as quantidades;

                                               46 g de C2H6O (1 mol)   →   3 mols de H2O
                                                                     X                →   1,5 mols de H2O
                                                                              X = 23 g de etanol serão consumidos.

                               4º) Ajustar a quantidade de etanol a ser consumida de acordo com  pureza;

                                         A pureza do etanol é 90%, isto significa que numa amostra de 100 g deste etanol, temos 90 g de etanol e 10 g de impureza, com isso monta-se uma regra de três para determinar a quantidade de etanol impuro que deve ser usado para garantir que haja os 46 g de etanol para a reação:
                                               100 g amostra → 90 g de etanol
                                                          Y          → 23 g de etanol
                                                                          Y = 25,6 g de amostra devem ser usados na reação.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Dr. Kimio - Caso Específico: Volume de Líquido


Questão: qual o volume de etanol consumido ao se produzir 4,5 mols de água?

1º) Calcular a massa molar do C2H6O;

C2H6O: 12 x 2 + 1 x 6 + 16 = 46g/mol

2º) Transformar a massa de 1 mol de etanol em volume.

Para converter massa em volume ou volume em massa utilizamos a densidade. Para o etanol (álcool etílico) puro, a densidade é 0,789 g/cm3 a 20°C.

A densidade é calculada pela equação: d = m/v; como estamos interessados em calcular o volume de álcool, isolamos a variável ‘v’ da equação: v = m/d. Substituindo os valores de massa e densidade, tem-se: v = 46g / 0,789 g/cm3, então v = 58,3 cm3.

Descobrimos, então, que 1 mol de etanol possui 46g e essa massa ocupa um volume de 58,3 cm3.

Assim, usaremos o volume no lugar da massa de etanol.

3º) Retirar a relação entre os componentes da equação balanceada;




Da equação: a reação de 1 mol de C2H6O formam 3 mols de H2O

4º) Montar regra de três com as quantidades;

                                               58,3 cm3 de C2H6O (1 mol)   →   3 mols de H2O
                                                                     X                         →   4,5 mols de H2O
                                                                              X = 87,45 cm3 de etanol serão consumidos.

Dr. Kimio - Caso Geral: Massa e Quantidade


Questão: qual a massa de etanol necessária para produzir 100.000 moléculas de água?

Para relacionar a quantidade de moléculas na equação balanceada, utilizamos o conceito de mol. O mol nos serve como uma unidade de conversão, assim, de forma prática, sempre que falamos em 1 mol de qualquer entidade estamos falando que há 6,02 x 1023 unidades desta entidade.

1º) Calcular a massa molar do C2H6O;

                                               C2H6O: 12 x 2 + 1 x 6 + 16 = 46 g/mol

2º) Retirar a relação entre os componentes da equação balanceada;




Da equação: a reação de 1 mol de C2H6O formam 3 mols de H2O

3º) Calcular a quantidade de moléculas de H2O que reagem de acordo com a equação:
                                               1 mol  →  6,02 x 1023 moléculas
                                               3 mols → X
                                                               X = 18,06 x 1023 moléculas de H2O
Obs.: ATENÇÃO para não multiplicar errado o número 6,02 x 1023, pois multiplicamos apenas a parte numérica (6,02) e deixamos como está a parte da potência (1023) que indica o ‘tamanho’ do número.

4º) Montar regra de três com as quantidades;
46 g de C2H6O (1 mol) → 18,06 x 1023 moléculas de H2O (3 mols) {Dados da equação balanceada}
                Y                    →   100.000 moléculas de H2O
                                              Y = 254706,5 x 10-23 g =  2,55 x 10-18 g de etanol serão consumidos.

Obs.: ATENÇÃO nesta conta, pois apenas um dos números possui expoente: ao executar os cálculos, tem-se:
46 de C2H6O x 100.000 moléculas de H2O = 18,06 x 1023 moléculas de H2O x Y
De forma mais simples: 46x 100.000 = 18,06x1023 x Y
4.600.000 = 18,06x1023 x Y
Y = 4.600.000/18,06x1023
Neste ponto, efetuamos a conta 4.600.000/18,06 somente, que resulta 254706,5. Usamos uma das propriedades da matemática que nos permite passar o termo 1023 (que está em baixo – no denominador – da divisão) para cima trocando o sinal do expoente; ficando 254706,5 x 10-23. Porém temos que usar a mesma notação para o número, ajustando para que esteja compreendido entre 0 e 9, como nos pede a notação científica. Portanto, o número 254706,5 deve ser escrito 2,54706,5; ficando 100.000 vezes menor; para compensar a diminuição do número temos que aumentar o expoente em 5 casas decimais que passa de 10-23 para 10-18; ficando o número 2,547065 x 10-18; que é arredondado para 2,55 x 10-18; para ficar com a mesma quantidade de algarismos significativos que foram usados no problema (6,02 x 1023)